Arquitetura vernacular vai além de estilo arquitetônico. É tradição, cultura e sustentabilidade!

Cada região do planeta possui suas singularidades: são questões tecnológicas, econômicas, históricas e ambientais que se refletem na arquitetura. Um bom exemplo é a arquitetura vernacular, que utiliza recursos naturais e técnicas próprias de uma região específica, um conhecimento geralmente passado de geração a geração. Para alguns, pode simplesmente significar arquitetura antiga, do passado, arquitetura popular ou sustentável. Apesar de arquitetura vernacular ter um pouco de tudo isso, é algo que vai bem mais além.

Trata-se de uma arquitetura tradicional, um conjunto de habilidades dos construtores locais que já foi definida como “primitiva”, visto que surge quando os povos encontram maneiras mais práticas de erguer suas moradias com os recursos naturais que dispõem e técnicas desenvolvidas especificamente para as suas necessidades.

A arquitetura vernacular só começou a ser analisada pelos especialistas na virada do século XX. Arquitetos como Frank Lloyd Wright e Le Corbusier pesquisaram o tema e criaram em seus trabalhos versões renovadas desses estilos típicos. Nos anos 70, diante do debate sobre a questão ambiental, esse tipo de arquitetura passou a ser associada à sustentabilidade e houve um expressivo aumento no interesse também por parte dos acadêmicos.

A principal característica da arquitetura vernacular é o respeito e a sensibilidade às condições locais do meio geográfico onde se situa, como o clima e a vegetação. Outra característica é a simplicidade. Suas soluções arquitetônicas, combinadas aos materiais orgânicos, acabam possibilitando um melhor isolamento térmico e acústico para as edificações. E ainda mais, proporciona uma conexão vital entre os seres humanos e o ambiente em que vivem.

No Brasil, esse tipo de arquitetura é mais facilmente reconhecida nas aldeias de povos indígenas, pois é onde estão fortemente presentes todos os princípios que a caracterizam.  Porém, a arquitetura vernacular brasileira não se restringe apenas às obras indígenas: outras construções, principalmente de origem rural, podem ser destacadas. Por todo o território nacional há casas construídas em madeira, pedra, tijolo, taipa de mão, taipa de pilão e adobe que podem ser classificadas como vernáculas.

 

Arquitetura Vernacular na Arquitetura Moderna

A arquitetura vernacular foi por muito tempo aparentemente esquecida na arquitetura moderna. Mas recentemente, regionalismo e tradições de construção cultural têm sido utilizados e valorizados, porém há certas dificuldades na reprodução, seja pelos materiais ou técnicas utilizadas ou pelo longo processo de produção. Assim surgem novas alternativas, como os revestimentos Adobe e Rammed da Castelatto.

O revestimento Adobe foi lançado pela Castelatto em 2020 e traz em si uma textura rústica, que reproduz com fidelidade a aparência o tijolo de adobe. A semelhança é tão grande que os bricks chegam a exibir as fibras utilizadas na técnica original, que saltam das peças convidando para o toque.

Outro produto vernacular é o Rammed, inspirado na Rammed Earth ou taipa de pilão. O revestimento exibe diversos tons terrosos distribuídos em linhas horizontais irregulares. Os tons de marrom do revestimento Rammed possibilitam trazer a beleza dessa técnica para espaços onde ela não poderia ser aplicada – como em apartamentos, por exemplo.

Produzidos em concreto arquitetônico, ambos os revestimentos representam visualmente o resultado das principais técnicas da arquitetura vernacular no Brasil. Com a nova matéria prima, eles ganham resistência e durabilidade, trazendo originalidade para projetos rústicos ou modernos e ousados.

 

O revestimento Rammed dá vida à área externa com suas formas e cores, garantindo um ambiente com movimento e muita alegria. O projeto é de produção Castelatto, com foto de Favaro Jr.

 

 

A sala de estar ganhou um ar mais rústico com o revestimento Adobe que combina perfeitamente com os móveis e itens de decoração mais clássicos. O Adobe Sertão foi utilizado pelo Designer de Interiores Bruno Carvalho, com foto de Favaro Jr.

 

Tradição e elegância, essa sala de jantar ganhou um ar mais rústico com o revestimento Rammed, que também garante um ambiente mais quente e cheio de vida. O projeto é de produção Castelatto, com foto de Favaro Jr.

 

 

Um revestimento que garante aconchego e cara de lar: a sala de jantar se tornou um ambiente mais acolhedor com o Adobe na cor Terracota. O projeto é do Escritório Vertentes Arquitetura, com foto de Favaro Jr.

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