Centro de Artes Visuais, obra de Le Corbusier, para a Universidade de Harvard (EUA)

Conceito sustentável e seus reflexos nas cores e formas dos revestimentos

Le Corbusier, Oscar Niemeyer e outros arquitetos modernistas já sabiam antes dos brises atuais surgirem, que aqueles moldados em concreto arquitetônico conforto com a entrada de ar e ainda esteticamente davam impacto à edificação.

Muito antes de que se falasse em sustentabilidade, estes nomes geniais do construir, intuíram e solucionaram um dos principais itens para ser sustentável: conforto para quem mora. Este item sim integra o manual de quem constrói pensando em meio ambiente, de nada adianta reciclarmos materiais, reduzirmos energia, se quem mora sente calor, não dorme bem, não consegue se cuidar porque o morar não proporciona este acolhimento?

Voltemos aos brises, para dar um exemplo, através da linha que remonta ao cobogó muito utilizado nas estruturas em Brasília, é a linha Illusie. Dependendo de sua paginação, suas peças ganham tal mobilidade e amplitude para entrada e saída de ar, que seu uso é interessante tanto em paredes internas quanto externas. Ela é uma espécie de brise em amplitude, com beleza arquitetônica e com redução de carga térmica, permitindo tanto visibilidade quanto boa ventilação. Abaixo da linha Illusie, em detalhe.

revestimentos

Arq Andreia Médice. Fotógrafa: Inês Antich

Não é possível, portanto, dissociar quaisquer conceitos em harmonia com a natureza e seu equilíbrio, se o próprio ser humano não estiver em condições de usufruir dessa natureza ou da beleza estética também.

As cores são grandes aliadas em dar alegria, paz, relaxamento e motivação num ambiente, mais do que nunca, em nosso mundo, elas são parcerias da forma oferecendo uma nova conotação ao morar, aquele que alimenta a alma.

Vamos usar como exemplo a Linha Ecobrick, com uma característica peculiar de trazer o elemento construtivo para a área interna, ela demonstra com suas intensas: Mercure, Cappuccino e Grigio, os tons que as construções antigas possuíam, um ar de tradição e familiaridade compõe esse revestimento de parede.

As tendências da arquitetura neste ano, já haviam destacado o “brick exposure” como um item que estaria presente em muitas áreas do morar, é um conceito que se estendeu do do it yourself ou mesmo do artesanal. Ele é a tradução destes conceitos do faça você mesmo, transportado para o interior. O sustentável para dentro de casa.

Abaixo podemos ver o esquema sobre as perspectivas psicológicas dos moradores, e de quem cria o partido de um projeto.

De um lado, a ecologia, o urbano, princípios de praticidade, e de outro a visão e a percepção diante de espaços abertos. É uma pesquisa sobre situação espacial necessária para a preparação estratégica de desenvolvimento sustentável.

sustentabilidade

University of Maribor, Faculty of Civil Engineering, Transportation Engineering and Architectur (Eslovênia)

Podemos ver que os reflexos psicológicos são extremamente impactados pelas cores, formas e pela preocupação estética em espaços sustentáveis. Portanto, se nosso morar é revestido em paredes e pisos através deste conceito, então a natureza entra em harmonia com o homem, sua casa e o que o protege no lar.

Como diria Le Corbusier, “A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes sob a luz”. Bem que ele sabia que as formas, as cores revestem e criam o melhor da arquitetura e do design.

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